1. SEES 4.9.13

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  NENHUM MDICO  UMA ILHA
3. ENTREVISTA  OSCAR SCHIMIDT  ESSE TUMORZINHO PEGOU O CARA ERRADO
4. MALSON DA NBREGA  CONSPIRAO CONTRA O FUTURO
5. LEITOR
6. BLOGOSFERA
7. EINSTEIN SADE  ESTIMULAO COGNITIVA

1. VEJA.COM
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

ARMAS QUMICAS: O LIMITE
O uso de armas qumicas na Sria levou a comunidade internacional a querer intervir no pas. Reportagem no site de VEJA traa a histria dessas armas  banidas desde o Protocolo de Genebra, de 1925  e explora as razes pelas quais sua utilizao, nas palavras do presidente americano Barack Obama, ultrapassa uma "linha vermelha'' mesmo na situao extrema das guerras. 
 Gases dos nervos: saiba de que substncias so feitos os gases txicos como sarin, tabun e soman, usados como armas de destruio em massa.

PERGUNTE AO VETERINRIO
Em vdeo, Mrcio Antonio Brunetto, professor doutor do departamento de nutrio e produo animal da Faculdade de Medicina Veterinria da Universidade de So Paulo (FMVZ-USP), ajuda os donos de animais a escolher a melhor rao e a decidir a frequncia das refeies e acaba com mitos relacionados  alimentao animal, como o de que gatos adoram leite .

QUESTES DIFCEIS
O australiano Peter Singer  um dos filsofos contemporneos mais debatidos. Professor de biotica na Universidade Princeton, nos Estados Unidos, ele diz que todos os seres vivos que so sujeitos ao sofrimento devem ter seus interesses considerados. Em entrevista a, Singer afirma: "Eu ficaria muito feliz em comer o hambrguer artificial. No me importo que seja feito a partir de clulas-tronco. Minha preocupao moral no  com clulas, mas com seres conscientes".

MILEY CYRUS
"Ela quis mostrar ao mundo que cresceu", disse o colega Justin Timberlake sobre Miley Cyrus, que causou espanto, na semana passada, com sua ertica (e bizarra) apresentao no Vdeo Music Awards (VMA), nos Estados Unidos. A histria se repete. Outras tantas celebridades que cresceram diante das cmeras - como Britney Spears e Lindsay Lohan - j encenaram esse drama, que resume a passagem para o mundo adulto  descoberta do poder do sexo. A reportagem no site de VEJA foi ouvir especialistas - e voltou aos clssicos da literatura - para mostrar que o enredo  mais rico e complicado.


2. CARTA AO LEITOR  NENHUM MDICO  UMA ILHA
     Vieram 400. Em breve sero 4000. Vtimas do totalitarismo em seu pas, os mdicos cubanos deveriam estar desembarcando no Brasil, uma nao democrtica, com a sensao de alvio de quem, enfim, conquistou a liberdade. Mas no. Muitos chegaram de cara amarrada pela vaia recebida nos aeroportos. O Brasil precisa de mais mdicos? Precisa. Do que o pas no precisa e o que no pode permitir  que cada um dos 4000 cidados cubanos viva aqui em uma zona de excluso das leis brasileiras e continue sob o taco do regime de Cuba. O Brasil em breve ter 4000 ilhas totalitrias onde as leis do pas no tm valor. 
     Nem o pior inimigo externo brasileiro poderia conceber um plano mais eficiente de desmoralizao da soberania nacional. Mas esse plano foi concebido aqui mesmo pelo prprio governo. Um estrangeiro residente no Brasil tem de viver de acordo com as leis locais. O fato de um alemo poder guiar a 180 quilmetros por hora sem ser multado em estradas do seu pas no lhe d o direito de esperar igual tratamento no Brasil. Aqui ele tem de respeitar os limites mximos de velocidade impostos pelas regras brasileiras de trnsito. Um chins que abre uma empresa aqui tem de contratar empregados de acordo com a legislao trabalhista brasileira. Isso  bvio. Por que razo os mdicos cubanos podem viver e exercer a profisso no Brasil obedecendo s leis cubanas? Essa situao  juridicamente insustentvel e, pelo fato de Cuba ser uma ditadura, moralmente condenvel. 
      Digamos que um mdico cubano decida abandonar o programa, casar-se com uma brasileira, ter filhos e fixar residncia no Brasil, o que acontece? Ele seria imediatamente extraditado para Cuba,  o que afirmam com todas as letras Alexandre Padilha, ministro da Sade, um dos arquitetos do plano, e Gilberto Carvalho, secretrio-geral da Presidncia da Repblica.  urgente lembrar a suas excelncias que, para ser extraditado do Brasil, um cidado estrangeiro precisa, antes de mais nada, ter cometido um crime. Casar-se, ter filhos e mudar de pas no constitui crime pelas leis brasileiras. Se constitui crime em Cuba, isso  problema da ditadura castrista. Resta evidente que nada aconteceria a um mdico espanhol, portugus, suo, canadense, pouco importa, que se encontrasse no Brasil na mesma situao. Ou seja, a esses outros estrangeiros aplica-se a lei brasileira. Mas, para os cubanos no Brasil, vale a lei cubana.  acintoso. 
     Se j  vergonhoso e ilegal obrigar os profissionais de sade cubanos a entregar mais da metade dos seus ganhos  ditadura militar de Havana, prend-los e devolv-los  fora seria uma violao da Declarao Universal dos Direitos Humanos. Basta um pouco de memria jurdica para entender a monstruosidade da deciso do governo do PT. O caso Dred Scott, de 1857, considerado o mais infame da histria da Suprema Corte dos Estados Unidos, ilustra bem esse ponto. Scott foi de um estado onde a escravido era legal para outro onde os negros eram livres. A Suprema Corte decidiu que Scott continuava escravo, mesmo vivendo em um territrio onde, pela lei local, seria um homem livre. Isso foi antes de Abraham Lincoln e do fim da escravido nos Estados Unidos. A mancha moral permanece. Podendo conceder a cada um dos mdicos cubanos a graa de "uma vez livre, sempre livre", os petistas optaram por impor a eles a desonra de "uma vez escravo, sempre escravo". Essa mancha tambm  indelvel.


3. ENTREVISTA  OSCAR SCHIMIDT  ESSE TUMORZINHO PEGOU O CARA ERRADO
Na vspera de entrar para o Hall da Fama do basquete, o Mo Santa enfrenta um cncer no crebro com humor e admite conversar com seu mdico sobre o uso de curas milagrosas.
ALEXANDRE SALVADOR

Oscar Schmidt receber nos Estados Unidos na prxima semana a maior honraria que um jogador de basquete pode almejar. O brasileiro, de 55 anos, at hoje o maior pontuador da histria do esporte, com 49.737 pontos, ter seu nome imortalizado pelo Hall da Fama do Memorial Naismith, em Springfield, cidade do estado de Massachusetts onde o basquete foi inventado, em 1891. O nome da instituio  uma homenagem ao criador da modalidade, o canadense James Naismith. Em uma infeliz coincidncia, a incluso no Hall da Fama foi confirmada no mesmo perodo em que o ex-jogador descobriu no estar curado de um cncer descoberto h dois anos. Desde 2011 Oscar luta contra um glioma, um tumor localizado no lado esquerdo da parte frontal do crebro. Mesmo depois de duas cirurgias, que lhe deixaram uma enorme cicatriz na cabea (sempre escondida por um bon ou chapu), o Mo Santa no perde o atvico sorriso. A VEJA, ele falou do cncer, de esporte e de poltica. 

Como foi receber o diagnstico de que o tumor havia voltado, logo depois de saber da indicao para o Hall da Fama? 
Desde que operei o primeiro tumor, h dois anos, j sabia que ele voltaria. No sabia quando, mas a evoluo era uma certeza.  a caracterstica do tumor que tenho. Pressentia que havia algo errado desde novembro do ano passado, quando fiz uma ressonncia magntica e apareceu uma manchinha. O mdico disse: "Vamos esperar para ver se cresce. Se sim, teremos de abrir sua cabea de novo". Dito e feito. 

E o que voc fez? 
Fiz outra cirurgia para a retirada do novo tumor. Depois, trinta sesses de radioterapia e 45 de quimioterapia. Tenho de manter mensalmente a qumio. Mas no fiquei s no tratamento convencional, no. Recebi centenas de curas milagrosas por e-mail, mais de 200 sugestes. A mais recorrente foi uma por inalao de lcool perlico. Vrias pessoas disseram que haviam feito regredir tumores malignos na cabea com a ajuda desse tratamento. Como meu mdico, excelente, no se ops, estou fazendo as inalaes trs vezes ao dia. Tambm estou dando mais chances para o homem l de cima me ajudar. 

Como? 
Fao um tratamento esprita. Passei a frequentar um centro em Campinas (cidade a 100 quilmetros de So Paulo) todas as segundas-feiras, onde recebo energizaes e tomo lquidos  base de ervas. Sou catlico, nunca havia pisado em um centro, mas sempre fui simptico a esse tipo de f.  tudo de Deus, no  mesmo? 

Tem medo de morrer? 
Claro que tenho. Mas qual o problema nisso? Vou me abalar? Minha vida foi muito bonita e extraordinria. Maior do que pensei que poderia ser. Claro, se isso acontecer vai ser uma tristeza enorme, principalmente por deixar minha famlia. Mas esse dia vai demorar a chegar. No pense em besteira, nada de morte, no, porque esse tumorzinho pegou o cara errado. Vejo o cncer como mais um degrau. Sei que tenho uma doena grave que estou tratando como se fosse a coisa mais difcil que j apareceu na minha vida. Vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para me curar. Medo da doena eu no tenho. Arranquei fora, estou tratando. O que mais posso fazer? 

Chorar de raiva? 
No, pelo amor de Deus! Soltei um palavro quando descobri que era maligno, e s. 

Mas voc  conhecido como choro... 
Chorei poucas vezes na minha vida, no vem com essa. (risos) Na quadra,  diferente. A intensidade do jogo  muito forte. Por isso, quando voc ganha ou perde uma partida, o choro vem. No tem jeito. Alm disso, agora que o prprio papa me abenoou, estou tranquilo. Se esse cncer no for curado assim, com tanta ajuda, no ser nunca mais.  

E como foi o encontro com Francisco? 
Um ms antes de o papa vir ao Brasil, fui convidado pela prefeitura do Rio para participar da cerimnia de bno da bandeira olmpica. Antes dela, algumas personalidades do esporte teriam a oportunidade de cumpriment-lo. Perguntaram-me se tinha vontade de ir. Respondi que sim, obviamente, e pedi para levar minha famlia. Eles disseram que no haveria problema, afinal eu estava passando por um momento muito especial. Durante o encontro no pensei nem um pouquinho no meu tumor. Fiquei emocionado s de ver Francisco assim, to de perto. 

A conversa foi boa? 
Disse apenas que estava rezando por ele. E ele me respondeu: "Gracias". Para um catlico, ser abenoado pelo papa  a maior emoo que se pode ter. Sa de l me sentindo curado. Foi uma experincia muito bonita. Imagine, ele  o argentino mais humilde que j conheci. Nunca pensei que teramos um papa melhor que o Joo Paulo II. Veja s os riscos que ele corre ao andar por a sem proteo. Acho que ganhamos uns 10% de catlicos s com essa visita ao Brasil. 

Esse apego  religio era grande assim no tempo de jogador? 
Meu negcio era concentrao. Voc lembra quando o Ayrton Senna disse ter falado com Deus durante uma corrida? Ento, tambm senti isso em quadra. Falei demais com ele. Mas no  uma troca de palavras,  um estado de concentrao mxima. E no acontece quando voc quer, ele apenas chega. Parece que o jogo est em cmera lenta, tudo em volta fica em silncio, e voc est ali no meio comandando o jogo, sabe exatamente o que vai acontecer. 

E a despontava o Mo Santa, como voc ficou conhecido pela excelncia no arremesso de 3 pontos... 
Mo Santa  o caramba!  Mo Treinada! Acho que ningum treinou tanto quanto eu treinei. Voc nunca pode achar que foi o suficiente. Se parar, o negcio regride. Alm dos dois treinos por dia, dava mais 1000 arremessos, sem folga nem nos fins de semana. S saa da quadra depois de acertar vinte cestas seguidas. No total, acho que dava umas oito horas dirias de treino. Meus nmeros, e minha taxa de acerto, foram fruto disso. As pessoas vinham me falar: "Poxa, Oscar, voc nasceu para jogar basquete, no  mesmo?". Eu rebatia: "Que bom. Se tivesse nascido na poca de Jesus Cristo, o que faria da vida?". 

Quem  o melhor que voc viu jogar? 
Tem quatro caras que considero fora de srie: Michael Jordan, Magic Johnson, Kobe Bryant e, agora, o LeBron James. Mas o meu dolo, e por isso o jogador que considero o melhor de todos,  o Larry Bird. Ele no corria, no pulava e jogava mais que todo mundo. Era extraordinrio. Meu estilo de jogo se parecia com o dele, por isso a admirao. Ainda bem que em 1992, na Olimpada de Barcelona, pudemos jogar um contra o outro. No podia acabar minha carreira sem ter cruzado com o Larry em quadra. E  ele quem vai me apresentar no Hall da Fama. 

O que voc pensa sobre o Brasil sediar a Olimpada de 2016? 
Meu sonho era jogar uma Olimpada no Brasil. Fiquei muito feliz quando fomos escolhidos. E, sinceramente, no acho que  essencial ter um projeto esportivo vitorioso para receber a Olimpada. Se o Brasil souber organizar direito, como eu acho que vai, muitas coisas ficaro para sempre na nossa sociedade, como foi em Barcelona. Aeroportos, transporte, segurana. As UPPs esto sendo instaladas muito por conta disso, para o Rio poder sediar a Copa e os Jogos Olmpicos. Se no tivssemos a oportunidade de receber esses eventos, nada mudaria. 

E quanto ao legado esportivo? 
Posso falar? Vai ser pequeno. Pegue o basquete, por exemplo. Deveramos ter um aumento de patrocnio para a modalidade, mas tivemos corte. O esporte volta depois de dezesseis anos  Olimpada, como aconteceu em Londres, e os caras reduzem o patrocnio. 

E aproveitam para pr muito dinheiro pblico nas obras... 
Mas a  outra histria. Se tudo ficasse dentro do oramento, no teramos esse problema. A questo  que o valor dobra, essa  a grande raiva. O Brasil vive hoje um momento nico de manifestaes muito por causa dos gastos pblicos. No so s os 20 centavos, como o pessoal diz, no ? Ainda bem que o prefeito Fernando Haddad disse "no" ao aumento inicialmente. Isso fez o gigante acordar. Senti vontade de ir para a rua. Nunca se aprovou tanta coisa no Congresso quanto agora. A popularidade dos polticos despencou. Tem coisa pior para um poltico que o povo na rua cobrando? Tirando os vndalos que se aproveitaram para saquear, claro. Esses caras no esto se manifestando, e deveriam ser presos. 

Voc sairia novamente como candidato ao Senado (em 1998, Oscar se candidatou em So Paulo pelo antigo PPB, de Paulo Maluf)! 
Queria ser presidente da Repblica. Sou patriota. E tive minha chance. Do Senado  Presidncia  um pulo. Tive uma votao esplndida e quase ganhei do Suplicy. Na poca fiquei triste, mas hoje, sabendo como so as coisas, posso dizer que foi bom  no ter sido eleito. A nica vez em que votei em uma pessoa honesta foi em mim. Quem tem algo a perder no entre nessa.  o que recomendo. 

O poder vicia? 
Qualquer perpetuao de poder  deplorvel. O argumento do presidente do Comit Olmpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, para permanecer no cargo  bom. Ele diz que nunca o esporte brasileiro teve tanto apoio ou tantas conquistas. Tudo bem, mas  ele quem entra em quadra? No. A renovao  positiva. A democracia  assim. O jeito como est sendo feito no Brasil  uma ditadura. E isso cria um vcio. Todos os presidentes de confederao querem ser como ele. Se voc soubesse como so feitas uma eleio de confederao ou uma aprovao de contas, ficaria de cabelo em p. 

Como so feitas? 
No vou dizer, porque seno vou preso. Algum vai se levantar para contestar algo, correndo o risco de perder a boquinha? O vlei ser o segundo esporte do Brasil  uma vergonha.  o nico pas do mundo assim. Uma modalidade em que se joga oito meses do ano com a seleo. Todo ano tem Liga Mundial.  muito campeonato. Brasileiro adora ver a seleo ganhar, por isso o vlei foi crescendo. Mas tiraram, desse jeito, um monte de jogadores do basquete, atletas altssimos, com futuro, que foram para o vlei. 

O esporte, do ponto de vista de quem est fora das quadras,  agradvel? 
Sim, mas tem muita coisa ruim tambm, no  segredo. Vi pessoas se dopando no basquete, tomando substncias para cavalo. A minha sorte  que no basquete no  melhor jogador aquele que se dopa. O cara ainda tem de meter a bola na cesta. Mas, em outros esportes, em que o desempenho fsico exerce uma interferncia maior no resultado, isso  uma vergonha. Veja o caso do Lance Armstrong. Uma farsa total. E existem piores: aqueles que tomam furosemida para mascarar o doping, ou que perdem jogo de seleo de propsito. A seleo de basquete da Espanha perdeu para o Brasil em Londres para escolher adversrio. Imagine isso na Copa do Mundo de futebol. Vamos perder para Moambique porque no queremos pegar a Argentina ou a Itlia? Ser campeo mundial assim no vale. 

O que representa sua entrada no Hall da Fama? 
 uma emoo que se compara  que senti em Indianpolis. Na minha opinio, o Pan de 1987 foi a conquista mais importante do basquete brasileiro. De 1985 a 1988, tivemos a melhor fase da minha gerao. Ningum acreditava na gente, nem mesmo o nosso time. Tnhamos um medo enorme de perder de mais de 50 pontos dos americanos. Pensvamos: "Como  que ns vamos ganhar dos caras na casa deles?". Ficamos trs meses concentrados, fazendo amistosos contra outras equipes americanas antes da competio. Foi por isso que ganhamos, pois o treinamento  a parte mais decisiva do esporte. Todo 23 de agosto, dia da final, eu me lembro do Pan. Ganhar o Mundial Interdubes pelo Srio foi bom, jogar uma partida profissional com meu filho, tambm, mas nada se iguala quela vitria. No se igualava, n? Agora, com o Hall da Fama,  outra histria.


4. MALSON DA NBREGA  CONSPIRAO CONTRA O FUTURO
     Esto em curso no Congresso dois projetos que aumentam substancialmente as despesas pblicas: um duplica os gastos em educao (de 5,8% para 10% do PIB); outro obriga a despender 10% da receita da Unio em sade. No se pergunta como isso ser financiado. A ideia parece ser a de que o governo sempre tem dinheiro. A propsito, conta-se que Olavo Setbal (1923-2008), prefeito de So Paulo nos anos 1970, recebeu um grupo que reivindicava a execuo de certa obra. Apesar dos mritos do pedido, ele informou que no havia disponibilidade no Oramento, a menos que se cobrassem mais impostos, inclusive dos solicitantes. "Doutor Olavo, queremos que a obra seja feita com o dinheiro da prefeitura, e no com o nosso", reagiu um deles.  
     No ocaso dos governos militares, enquanto lderes polticos aproveitavam a perda de legitimidade do regime para lutar em favor da democracia, a maioria dos parlamentares preferia batalhar por aumento de despesas. Na poca, era justificvel aumentar os gastos sociais. Havia alta concentrao de renda, um dos efeitos do nacional desenvolvimentismo, que se baseava em substituio de importaes, favores fiscais, crdito subsidiado e forte interveno na economia. Na dcada de 80, esse modelo faliu e a inflao piorou. As desigualdades sociais se ampliaram. 
     A Constituio de 1988 foi influenciada pela ideia de "resgate da dvida social". Acabou concedendo mais benefcios aos idosos. Eles ganharam novas vantagens com os reajustes do salrio mnimo, que elevaram os gastos previdencirios. Em 1987, a conta de aposentados e pensionistas correspondia a 4% do PIB: em 2012 subiu para 11% do PIB. Em 1987, benefcios previdencirios, seguro-desemprego e outros gastos sociais equivaliam a 22% dos gastos federais; em 2012, j com o Bolsa Famlia (a menor parte dessa histria), saltaram para 61%. A sade consumia 8% e os servidores da ativa, 13%, o que deixava menos de 20% para as demais atividades, incluindo os investimentos. Estes caram de 16% para apenas 6% do total no mesmo perodo. Da a deteriorao da infraestrutura. 
     Os projetos nas reas de educao e sade indicam que a marcha em prol do gasto social no parou. Eles custaro mais do que o dobro do dispndio atual em investimentos. As despesas obrigatrias com pessoal, sade, educao, programas sociais, encargos da dvida e transferncias a estados e municpios se aproximaro de 100% da arrecadao. Isso vai desaguar em aumento da j excessiva carga tributria, eliminao do superavit primrio, aumento da dvida pblica ou mais inflao. O Congresso no liga para esses riscos. Para o lder do PSB na Cmara, "se no houver aumento de recursos, dizer que haver melhoria na sade  mentir para a populao". Para ele, a destinao de 10% da receita para a sade " inegocivel" (Valor, 8/8/2013). 
     Gastos sociais so sempre necessrios em um pas onde ainda h muita pobreza e desigualdade. O problema  como financi-los e geri-los de forma responsvel e eficiente.  preciso, alm disso, considerar as tendncias demogrficas. Fbio Giambiagi, um de nossos melhores especialistas em finanas pblicas, tem se dedicado a estudar os efeitos fiscais dessas tendncias. Com base na reviso das projees feita em 2008 pelo IBGE, ele mostra que a populao de zero a 14 anos cair de 26% para 13% do total em 2050. Haver, ento, 21 milhes de crianas a menos, o que reduz a necessidade de gastos em educao fundamental. A participao dos que tm 60 anos ou mais passar de 10% para 30% do total. Outro grande especialista, Raul Velloso, calcula que, se nada for feito, os gastos federais com previdncia, pessoal e assistncia social saltaro de 14% do PIB, em 2012, para 29% do PIB, em 2040. E certamente mais em 2050. 
     Polticos no costumam preocupar-se com as prximas geraes, mas nossos parlamentares deveriam, antes de aprovar novos gastos, avaliar cuidadosamente suas consequncias. Precisam tambm preparar o pas para lidar com os riscos a que estaro expostos nossos filhos e netos. Preferem, todavia, o aumento de despesas e o desprezo pelas ameaas advindas da marcha inexorvel da demografia.  uma verdadeira conspirao contra o futuro.
MALSON DA NBREGA  economista


5. LEITOR
EFEITOS DA ALTA DO DLAR
Em decorrncia de um governo em crise, a moeda brasileira passa por instabilidades (''O impacto do dlar", 28 de agosto). Essa desordem  reflexo desse modelo da poltica econmica do governo despreparado. O trip da estabilidade deveria ser estabelecido imediatamente para conter os impactos que a alta do dlar vem causando no pas.
VICTRIA CARRAVETTA SALINET
Foi do Iguau, PR

 ingnuo e doce quem se surpreender com a capa de VEJA. O histrico e eficiente marketing petista maquiou e fantasiou o que todos com algum discernimento e critrio j sabiam. A casa est caindo, pedao por pedao, e telha por telha. E no sero as variadas bolsas assistencialistas que havero de recuperar o que os incautos acreditavam ser uma "Xanadu" permanente.
HUMBERTO BELTRAN
Nova Alvorada do Sul, MS

LOBO
No ligo a mnima para ele como artista, porque meu estilo de msica  outro. Mas o que diz o brasileiro Joo Luiz Woerdenbag Filho na entrevista ''Contra a abundncia da mesma opinio'" (28 de agosto) encontrou eco no meu pensamento e me levou a concluir que, enquanto tivermos gente assim, lcida e destemida, haver esperana.
VILSON SCHOLZ
Suo Leopoldo, RS

Levamos anos para arrumar a nossa economia e, nos ltimos dez, esto acabando com ela.
SIDNEY O. NOVAES JR.
Foz do Iguau, PR

Lobo, como sempre polmico, mas no sem razo.
MRCIO SANTOS
Nova Lima, MG

Adorei a entrevista com o Lobo. Inteligente, lcido e perspicaz ao estilo Raulzito, metamorfose ambulante, muito melhor que ter aquela velha opinio formada sobre tudo, como os velhos msicos de esquerda.
MAURCIO RAMOS BLOM
Florianpolis, SC

Lobo est certo.  justamente nas massas que covardes se tornam valentes inconsequentes. Se quiserem alterar alguma coisa neste pas, no reelejam polticos que flertam com malfeitos e casam com a impunidade.
EDUARDO GOELDNER CAPELLA
Florianpolis, SC

Lobo, parabns por sua coerncia e franqueza.
MARLIA K. CNOVAS
So Paulo, SP

A entrevista com o cantor Lobo lavou a minha alma.
ANGELA MONTEIRO MARTINS
So Paulo, SP

Finalmente, algum tem coragem de explicitar tudo o que os brasileiros honestos e trabalhadores pensam deste desgoverno.
MANOEL THEOPHILO GASPAR DE OLIVEIRA
Fortaleza, CE

Estou com Lobo. Um pas que se diz democrtico no pode ter voto obrigatrio.
RAIMUNDO EZEQUIEL R. DE SOUZA
Belm, PA

Lobo s errou ao dizer que os aloprados esquerdistas no tm objetivo  eles tm, sim, o poder para se deliciarem.
EDUARDO LINO MOREIRA
Macei, AL

O fato de Lobo no ter msicas nas rdios  um demrito para as rdios.
RAFAEL GONALVES DA SILVA
So Joo de Meriti, RJ

O Lobo  um cara fcil de odiar. Acho que  por isso que eu o admiro.
ROBERTO CARVALHO
Goinia, GO

ELIAS KNOBEL
 exatamente dentro de um quarto de hospital que leio e me emociono profundamente com o doutor Elias Knobel (''Lies de uma vida na UTI", 28 de agosto). O senhor  um ser humano cheio de virtudes e emoes que, como todos ns que estamos num hospital, ou doentes, ou acompanhando um ente querido, nos sentimos  impotentes  esperando a palavra de conforto de um mdico amigo, humano, que perca um pouco de seu precioso tempo para nos amparar. Infelizmente, isso est se perdendo aos poucos. Muitas vezes gostaramos apenas de ser ouvidos e, assim, aliviar um pouco a carga emocional que carregamos nessa hora to difcil que  a de uma doena.
VERA LCIA STEULA CAVICCHIA
Pedreira, SP

Durante oito anos trabalhei no Hospital Albert Einstein como responsvel pela equipe de transplante de fgado e posso testemunhar o trabalho brilhante realizado pelo doutor Elias Knobel, que levou a UTI desse hospital  excelncia. Certamente, com a experincia adquirida durante esse tempo de Einstein conseguimos desenvolver um novo servio de transplantes no Instituto do Fgado do Hospital Beneficncia Portuguesa de So Paulo, onde temos uma UTI e uma enfermaria especfica para doentes do fgado, com resultados iguais aos da UTI montada pelo doutor Elias Knobel, a quem presto minha homenagem. Em especial, gostaria de destacar a importncia com que a reportagem trata a necessidade do cuidado central da medicina no paciente. A tecnologia  importante, mas o compromisso do mdico com o doente  o que permite a eficaz utilizao dos recursos hoje disponibilizados em benefcio de quem mais precisa. O foco no paciente  o que temos praticado no Instituto do Fgado. Agradecemos ao doutor Elias Knobel a real contribuio ao desenvolvimento da medicina brasileira.
BEN-HUR FERRAZ NETO
Mdico e diretor do Instituto do Fgado do Hospital Beneficncia Portuguesa de So Paulo
So Paulo, SP

MDICOS IMPORTADOS DE CUBA
A reportagem "Um tratamento injusto'' (28 de agosto) abordou com veracidade a vinda dos mdicos cubanos ao Brasil.  lamentvel ver o governo brasileiro compactuar com tamanho desrespeito.
GABRIELA CALDEIRA DE FARIA SANTIAGO
Montes Claros, MG

Vergonha! Indignao! Revolta!
TACIANA ROCHA DE HOLLANDA
Por e-mail

Houve um longo e detalhado planejamento conjunto para Cuba poder enviar, e o Brasil receber em uma semana, 400 mdicos com transporte, alojamento, cursos de adaptao, tudo preparado para 4000. O custo de toda essa mobilizao  elevadssimo: 10.000 reais por mdico enviado pelo governo cubano, mais comida e casa, cursos, transportes. Tudo muito esquisito.
CARLOS ANTONIO NOGUEIRA FILHO
Rio de Janeiro, RJ

No Brasil da escravido existiam os chamados pretos de ganho, pobres escravos alugados pelos senhores, que carregavam fardos como tropas de mulas, conduzidas pela madrinha, ao som de um marac. Os mdicos cubanos que vm trabalhar no Brasil so os novos ''jalecos de ganho"', a ditadura cubana  o senhor, em cuja casa sero recolhidos os soldos dos jalecos pelo servio de rua.
MARCUS RMULO MAIA PE MELLO
Macei, AL

No incio dos anos 80, quando o mundo convivia ainda com a cortina de ferro e de bambu, trabalhei no Iraque com operrios de diversas nacionalidades, entre as quais 2000 chineses. Eram disciplinados, vestiam-se todos de um mesmo modelo cor cinza, e suas demandas eram tratadas por um nico intrprete. Este, alm do empenho em enaltecer as qualidades do regime, um verdadeiro catequista, exaltava os prdigos benefcios que os tais teriam ao retornai' para casa. Comprar uma TV. um som e outras regalias domsticas. Mais tarde soube por um deles que nem sabiam quando retornariam para casa. Com a notcia dos mdicos cubanos que ganharo menos da metade do salrio que lhes ser pago pelo governo brasileiro, fico pensando nos trabalhadores chineses dos tempos da cortina de ferro e de bambu.
JAIROSAVEDRA
Porto Alegre, RS

Sou advogado trabalhista e observo que, apesar de ser um acordo realmente esdrxulo e que fere o princpio constitucional da dignidade do ser humano o feito entre os governos brasileiro e cubano para trazer mdicos daquele pas para trabalhar nos grotes do Brasil, tais profissionais no se submetem  Consolidao das Leis do Trabalho nacional, mas, sim, ao Estatuto do Servidor Pblico Federal (Lei 8112/90). Logo, como so contratados do Ministrio da Sade, rgo federal, e no de uma empresa privada (nem de empresa pblica ou sociedade de economia mista), o que impede que sejam tutelados pela CLT, eles recebem a alcunha de estatutrios com Contrato Nulo, uma vez que no foram admitidos atravs de concurso pblico. Ainda assim, se esses mdicos cubanos quisessem receber a diferena salarial faltante  o que sabemos que no vai acontecer pois se subjugam  ditadura castrista apoiada pelo PT  em relao ao piso da categoria no Brasil, a Justia do Trabalho tem jurisprudncia pacfica acerca de sua competncia jurdica para impor  administrao pblica o pagamento desse direito.
TALO GOMES
Bacabal, MA

AGRICULTURA
Diante da escandalosa reportagem "Conversa indecorosa"' (28 de agosto), envolvendo o meu nome, solicito uma reparao pelos motivos a seguir relatados: o diretor da Lanagro, senhor Ricardo Nascimento, disse ao ministro que o fiscal agiu com segundas intenes; o fiscal Wilson Roberto de S  um mau-carter de carteirinha, tendo um sindicato de fachada. Informo ainda que j entrei na Justia Criminal pedindo a sua punio.
NEWTON CARDOSO
Deputado federal (PMDB-MG)
Braslia, DF

ANATEL
Discordo da forma pela qual meu nome foi citado e da tentativa de associao da minha imagem, sem fatos ou evidncias, a supostos esquemas de irregularidades como o descrito na reportagem "Proposta indecente" (28 de agosto). Estive no escritrio referido na reportagem a convite de Enilce Versiani, minha ex-chefe na Anatel (entre 2005 e 2008). A visita teve carter estritamente pessoal. No discutimos, em momento algum, nenhuma questo de trabalho.
ELISA VIEIRA LEONEL PEIXOTO
Por e-mail

LYA LUFT
Parabenizo a brilhante escritora Lya Luft por mais uma aula de tica, civilidade e democracia, com o seu artigo "Construir a democracia" (28 de agosto). De fato, salvo excees, os conceitos esto sendo desvirtuados seja nos lares, nas escolas, ruas e instituies, e a se instala o caos. "Quem grita, quem bate no tem autoridade: exerce um autoritarismo primitivo.'"  uma realidade, haja vista a violncia com que so reivindicados os direitos quando a soluo poderia estar no dilogo inteligente, na busca coerente e digna do ser humano que respeita a garantia do estado democrtico e luta por ela, respeitando o direito que  de todos.
IRACEMA MONTENEGRO
Por e-mail

Em complemento ao excelente texto de Lya Luft, penso que o simples fato de uma pessoa sair s ruas com o rosto encoberto j caracteriza m-f. Mas, aqui, tudo pode...
MRIO RICARDO CRISOL
So Paulo, SP

SRIA
Tristemente, cenas como a do holocausto voltam a assombrar o mundo em pleno sculo XXI (''O inferno s comeou", 28 de agosto). O terror e a angstia do povo srio, alm de impor constante dvida sobre o futuro do pas  que assiste  morte de centenas de crianas asfixiadas , remetem a uma guerra sem data nem hora para acabar.
ANA LUIZA BACILA
Curitiba, PR

Sou leitor de VEJA desde 1978 e jamais pensei que poderia ver cenas to apavorantes como a dessa reportagem.
EVERALDO FRANCISCO TEIXEIRA
Itaperuna, RJ

As fotos estampadas na reportagem, das crianas mortas e do ditador srio Bashar Assad orando, deram-me nuseas.
ALOISIO A. DE LUCCA
Limeira, SP

PEDRO LOURENCO
Fiquei indignada com a notcia de que o governo brasileiro vai financiar a participao do estilista Pedro Lourenco na Semana de Moda de Paris, com mseros 2,8 milhes de reais ("Um empurrozinho, s'il vous plat?", Conversa, 28 de agosto). Eu teria vergonha de pedir dinheiro para essa "causa", com tantas coisas mais importantes e urgentes a ser feitas no Brasil. Teria vergonha de incentivar esse tipo de gasto, como fez a ministra da Cultura, Marta Suplicy. Essa gente pensa que somos um pas rico? Isso  revoltante. A Lei Rouanet precisa sofrer uma reviso, urgente!
SANDRA MIYASATO
So Paulo, SP

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


6. BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

RADAR
LAURO JARDIM
SADE
A Anvisa quer identificar quantos brasileiros procuram socorro mdico em consequncia de leses causadas por produtos defeituosos. Segundo levantamento da Organizao dos Estados Americanos, anualmente cerca de 36 milhes de pessoas no mundo so vtimas de acidentes desse tipo. Dessas, 34.500 no sobrevivem. www.veja.com/radar 

NOVA TEMPORADA
FERNANDA FURQUIM
BOARDWALK EMPIRE
No dia 8 de setembro estreia nos Estados Unidos a nova temporada de Boardwalk Empire, srie de Terence Winter que tem doze episdios produzidos para seu quarto ano. www.veja.com/temporada

ESPELHO MEU
LCIA MANDEL
DOENA DE PELE
Pessoas com epidermlise bolhosa tm a pele to frgil que qualquer atrito, machucado ou mesmo calor pode causar bolhas. Por ser desconhecida da maioria das pessoas, essa doena gentica causa estranhamento. www.veja.com/espelhomeu

VIVER BEM
ENEIDA RAMOS
MSCULOS
Aumentar msculos e perder gordura. Quem no quer? Veja no blog onze orientaes para atingir esse objetivo. www.veja.com/viverbem

SOBRE IMAGENS
AULA DE FOTOGRAFIA
A exposio Butterflies and Zebras, sobre Mrio Cravo Neto, um dos mais respeitados e influentes fotgrafos brasileiros das ltimas dcadas, est em cartaz na Estao Pinacoteca, em So Paulo, at o dia 10 de novembro. A mostra est dividida em dois ncleos. Num deles esto as imagens em preto e branco dos anos 80 e 90, marcos da fotografia brasileira. No outro, imagens coloridas e inditas, do perodo entre 1969 e 1970, quando o fotgrafo morou em Nova York. www.veja.com/sobreimagens

SOBRE PALAVRAS
GLOSSRIO LITERRIO-CORPORATIVO
Fbula  Muito dinheiro. Aquilo que o mercado financeiro ganha e perde. 
Fico  Mtodo aprimorado em Wall Street para a confeco de balanos financeiros de grandes corporaes e adotado com talento pela equipe econmica brasileira. 
Prosa  Diz-se do jovem executivo que acabou de juntar seu primeiro milho de dlares: "Ele est prosa"'. 
Romance  Coisa perigosa no ambiente corporativo, especialmente se um dos parceiros for subordinado ao outro. www.veja.com/sobrepalavras

RODRIGO CONSTANTINO
O CENRIO NA SRIA
O risco de uma guerra na Sria aumentou consideravelmente nos ltimos dias, e as bolsas j sofreram o golpe. Se ela  desejvel ou no, do ponto de vista geopoltico ou mesmo moral, no vem ao caso aqui. Vou tratar apenas do ponto de vista econmico: guerras no produzem crescimento de forma sustentvel. Elas podem incrementar os dados do PIB no curto prazo, mas confundir isso com prosperidade  um grande equvoco. Elas ainda podem ser vistas como necessrias, justas, mas sero sempre um custo, um fardo econmico. www.veja.com/rodrigoconstantino

 Est pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


7. EINSTEIN SADE  ESTIMULAO COGNITIVA
Totalmente individualizada, tcnica constitui uma das bases do processo de reabilitao neuropsicolgica.

     O tratamento de leses cerebrais causadas por acidente vascular cerebral (AVC), trauma craniano ou por doenas degenerativas decorrentes do avano da idade vem evoluindo com a incorporao de recursos que se somam  terapia medicamentosa. Alm do envolvimento de profissionais como fonoaudilogos e fisioterapeutas, a reabilitao neuropsicolgica pode ter na estimulao cognitiva uma importante aliada. A tcnica  considerada de grande eficcia para atenuar dificuldades cognitivas e, em alguns casos, reverter problemas de ateno e de processamento de informaes. 
     A estimulao consiste em uma srie de exerccios de treino das funes cognitivas conduzidos sob superviso de um neuropsiclogo. Hoje, a grande maioria dessas atividades  oferecida em softwares e realizada em computadores. Diferenciao de figuras, formatos e sons so algumas das atividades realizadas para estimular a ateno e o processamento de informaes. A boa aderncia ao tratamento e a regularidade na realizao dos treinos geram melhoria significativa nas funes estimuladas. 
     A reabilitao neuropsicolgica  precedida de uma avaliao neuropsicolgica, exame realizado por neuropsiclogos a fim de identificar o perfil de funcionamento cognitivo do paciente. Se constatada a  indicao para a reabilitao,  realizado um planejamento, com metas que levam em conta as necessidades e queixas no dia a dia. Trata-se de uma modalidade teraputica totalmente individualizada, cujo principal objetivo  minimizar o impacto das dificuldades cognitivas do paciente, visando melhorar a qualidade de vida. 
     Alm da estimulao cognitiva, a reabilitao neuropsicolgica conta tambm com o uso de estratgias compensatrias j que, no caso de alteraes cerebrais mais graves, pode no haver recuperao total dos prejuzos cognitivos. Essas estratgias permitem ao paciente vivenciar a rotina de maneira mais funcional e independente. Um exemplo  o estmulo ao uso de agendas para anotaes de compromissos, alarmes do telefone celular para lembrar o que deve ser feito e uso de check-list com as atividades do dia. 
     Apesar de parecer de simples aplicao, a estimulao cognitiva  um processo complexo, que deve ser conduzido apenas por profissionais especializados, que so capacitados para avaliar as necessidades especficas de cada paciente. A associao de tcnicas como a estimulao cognitiva e as estratgias compensatrias, aliadas  orientao para o manejo das dificuldades, constituem a base do processo de reabilitao neuropsicolgica. 

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Responsvel Tcnico:
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